Collab – Dicas legais para uma parceria de sucesso

Collab: dicas para uma parceria de sucesso

Collab é a colaboração entre pessoas, empresas ou marcas que se unem para atingirem juntas um objetivo. Aqui vamos explorar tudo o que você precisa saber para uma parceria bem-sucedida.

O que é collab e como utilizar em sua estratégia

Dizem que os negócios são extremamente competitivos, mas, na verdade, existem infinitas oportunidades de colaboração e cooperação entre as empresas e marcas para diversificar seu público e alcançar novos clientes. As parcerias ou chamadas collabs estão cada vez mais ganhando adeptos nas mídias e publicidades digitais, frequentemente utilizadas por marcas, empreendedores, estilistas, influenciadores e designers, que, juntos, podem unir esforços com o objetivo de criar produtos que divulgam e valorizam os produtos de cada parte.

Para as marcas, as collabs prometem atrair diferentes públicos e, para os empreendedores, estilistas, influenciadores e designers, esse formato de parceria promete aumentar a visibilidade aos consumidores em meio à acirrada concorrência digital. Em suma, as collabs têm o intuito de criar uma conexão mais próxima com os diferentes públicos para assim despertar desejo e lembrança das marcas.

O que é necessário para uma parceria de sucesso?

Para desenvolver uma collab é necessário ter em mente que criar uma parceria mutuamente benéfica significa lançar as bases para o sucesso desde o início. Para pequenos negócios, as colaborações são uma ótima maneira de fortalecer sua marca sem gastar muito dinheiro ou produtos.

Neste contexto, o planejamento das ações é um dos pré-requisitos para a collab ser bem-sucedida. Abaixo citamos algumas ações a serem tomadas com intuito de garantir que uma collab seja bem-sucedida:

  • Garantir que todas as partes sejam ouvidas;
  • Discutir os objetivos uns dos outros;
  • Considerar sua compatibilidade;
  • Definir expectativas claras;
  • Certificar-se de que ambos os parceiros estejam alinhados;
  • Comunicar-se em excesso durante o planejamento e a execução;
  • Ter em mente o resultado desejado;
  • Concordar com uma definição de “sucesso” na visão de ambos parceiros;
  • Sincronizar suas estratégias de mídia social;
  • Garantir que o projeto fale com todas as partes;
  • Considerar o ponto de vista do parceiro.

Parcerias bem-sucedidas exigem que todas as partes trabalhem juntas – trabalhando juntas para atender plenamente um cliente, gerar receita e construir um negócio. É bacana ter uma ideia, contudo é necessário definir a responsabilidade de cada parceiro, assim como é fundamental firmar como se darão a divisão de custos e lucros entre as partes do negócio. Outro ponto chave é estabelecer uma estratégia digital conjunta entre as marcas, definindo canais de comunicação, divulgação para imprensa e o trabalho com os influenciadores das mídias digitais.

Parcerias são relacionamentos, idealmente relacionamentos construídos com base na confiança e em um objetivo comum. É estar claro que isso requer abertura e coordenação. A abertura requer compartilhar, comunicar e não temer o que os outros farão com suas informações. A coordenação requer mais do que apenas sentar juntos em reuniões de parceiros. Requer conhecer uns aos outros e ter um meio seguro de compartilhar informações.

Collab e a importância do contrato de parceria 

Para que essa conexão produza resultados efetivos é importante que desde o início estejam delimitadas as regras que vão compor a relação. Através de um contrato de parceria a ser firmado entre as partes, é possível evitar incertezas, deixando transparente a natureza e o objetivo da relação. Sem um contrato assinado, em caso de insucesso da parceria, as consequências poderão ser prejudiciais.

Contudo, antes mesmo de delimitar as regras que irão reger o contrato, aconselha-se que as partes estabeleçam um acordo de confidencialidade (non disclosure agreement), onde se estabeleça que todos estão, desde logo, proibidos de revelar informações confidenciais que venham a ter acesso em decorrência das negociações. Esse contrato protege as partes, preservando suas estratégias de negócio, ainda que não se efetive o lançamento da collab. Garantida a confidencialidade, é hora de definir as cláusulas do contrato.

Definindo o objeto e obrigações da parceria 

A primeira definição é o objeto da parceria: Qual produto pretendem criar ? Quais os logotipos e marcas que o irão figurar nas campanhas de marketing? Quem será o responsável por aprovar o seu design? Todas essas são questões-chave importantíssimas que devem estar claramente indicadas no contrato.

Quanto às obrigações e responsabilidades, os interessados deverão estabelecer o que cada um deverá contribuir para a confecção do produto resultado da collab: o know-how, o design, a fabricação, a comercialização e o marketing do produto.

Estabelecendo os “royalties”

Definindo-se a obrigação de cada um, não menos importante é estabelecer a remuneração do produto. A forma como uma das partes remunera a outra deve estar claramente definida. Usualmente uma delas recebe royalties da parte que vende o produto ao público. Os royalties são percentuais dos lucros de venda. Qual porcentagem será repassada? Sem dúvida, é um ponto sensível a ser negociado e vai depender do poder de barganha das partes. Agregado a isso, é importante que no contrato contenha a previsão que permita à parte que recebe os royalties, auditar os livros e registros do revendedor em relação aos produtos da collab. Isso vai possibilitar verificar se os pagamentos estão sendo feitos corretamente.

É importante também definir questões sobre o marketing do produto. Quem será o responsável? Podem ser ambas ou somente uma definirá como se dará as campanhas? Definindo-se o responsável, é preciso deixar claro o dever de cada um de comunicar ao público consumidor que o produto é fruto de uma parceria (ou collab). Tal previsão é de grande valia para proteger a imagem que cada marca pretende preservar perante seu público.

Outro ponto importante do contrato é definir a titularidade da propriedade intelectual sobre o produto. A quem pertence a criação? Essa definição é fundamental em caso de desistência da collab por uma das partes. O que pode ser feito com o produto caso o seu parceiro não queira mais comercializá-lo?

Além disso, é provável que ambas ou uma das partes já tenha sua marca própria. Nestes casos, uma delas irá licenciar sua marca para a outra, estando registrado no contrato o prazo de vigência da parceria.

As medidas de controle de qualidade do produto também devem ser colocadas no contrato, para que todos fiquem habilitados a preservar a integridade necessária de sua marca. Tais medidas podem incluir mecanismos que assegurem patamares de produção do produto de acordo com o padrão aceito da marca. Garantir a qualidade do produto, tal como os consumidores já conhecem e esperam de cada produto, é essencial para a imagem das marcas envolvidas.

Não menos pertinente é estabelecer os limites da concorrência. Pode uma das partes firmar parcerias semelhantes com outra empresa ou marca? Imagine que uma empresa de tecnologia crie parcerias com uma marca de bolsas para trazer tecnologia ao produto. Poderia essa mesma empresa de tecnologia firmar outras parcerias com outras marcas de bolsas? Não haveria uma concorrência direta? É no contrato que isso estará estabelecido para as partes da parceria.

Por fim, é necessário sempre esclarecer as hipóteses de rescisão da parceria. Em caso de insucesso na venda do produto, quem arca com o prejuízo e o que pode ser feito com os produtos que restarem são regras que devem estar previamente definidas.

Conclusão

Em síntese, essa modalidade de relação pode ter vantagens em vários níveis, desde que as regras estejam adequadamente estruturadas. É claro que quando se trata de colaborar com outras marcas, há que se permitir pensar de forma criativa, mas sem deixar de lado a importância de construir os alicerces da parceria. Através de um contrato com orientação especificamente delimitada sobre as responsabilidades e obrigações de cada uma das partes fica mais fácil a relação comercial ser vitoriosa. Começando a parceria com as regras já delimitadas sobre como vai se suceder, gera segurança e previsibilidade para esse novo modelo de negócios.

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