Investimento Estrangeiro em Startups

Não é novidade que Startups precisam de investimento de capital de risco para crescerem exponencialmente. Existem exceções, mas a regra é a necessidade de capital para bancar a jornada. 

E a razão é a forma como se consolidaram os grandes negócios inovadores, especialmente em seu berço – o Vale do Silício. Isso faz com que a captação sequencial de investimento seja uma passo essencial rumo ao tão sonhado e seleto grupo dos Unicórnios – empresas avaliadas em mais de 1 Bilhão de Dólares antes da abertura de capital na Bolsa. 

A rota, resumida, é a seguinte: 1) investimento anjo; 2) investimento Seed; e 3) investimentos de Série A, B, C, D e E. 

O nosso primeiro unicórnio, a 99, recebeu diversos aportes, alguns de fundos de fora do país, antes de assumir o posto, ao ser adquirida, ou melhor, quando a DiDi Chuxing, gigante chinesa de mobilidade urbana, adquiriu as fatias dos fundos de investimento que aportaram anteriormente. 

Grande parte desses fundos com recursos vindos do exterior – como Qualcomm Ventures, SoftBank, Tiger Global e Riverwood Capital.

O Nubank, também, um dos primeiros unicórnios brasileiros recebeu investimento estrangeiro antes de alcançar seu posto de unicórnio – incluindo-se aqui o fundo mais famoso do mundo – Sequoia Capital

Sabe-se que para chamar a atenção de fundos estrangeiros, usualmente as empresas precisam já estar em estágio avançado de escala, ou seja, em fase de crescimento super acelerado. Isso porque, nesse momento da jornada, as empresas já estão com operações mais robustas, com produto mais do que validado e precisando de muito capital para queimar em ainda mais crescimento. 

Por isso, comumente, ouvimos falar de investimento vindos de fora em valores bastante altos, normalmente em rodadas de Série A em diante – a partir de 5 milhões de reais.

Segundo dados do Distrito, 50% de todos os deals em rodadas de série A possuem investimento estrangeiro, sendo que nos de Série B o número aumenta para 70% de negócios envolvendo capital de fora e, em rodadas de Série D, 100% dos casos tiveram aporte estrangeiro e, apenas, 50% possuem capital brasileiro. 

Lendo isso, você empreendedor pode pensar que não é, então, o momento de gastar energia com o assunto “investimento estrangeiro”. 

Ocorre que esse tipo de aporte vindo de fora para rodadas anteriores, desde anjos, pré-seed e seed – estágios anteriores de investimento, nos quais os cheques são menores – está crescendo muito no país. 

Seja pelo bom momento em que vive o ecossistema de inovação brasileiro, seja pela alta desvalorização de nossa moeda frente ao Dólar, vemos uma escalada em investimentos estrangeiros menores em empresas em estágio mais inicial. 

Então, embora todo empreendedor sonhe em alcançar rodadas Serie A, B e C, nas quais o capital estrangeiro certamente se fará presente, é bom estar aberto ao tema, já que a participação de capital estrangeiro só tende a crescer no Brasil.  

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