Como remunerar os sócios da minha Startup?

Se você é empreendedor, com certeza já deve ter se deparado com essa pergunta. 

Em um contexto natural de uma startup, sabemos que essas empresas demoram alguns anos para chegar ao seu break-even, isto é, o ponto de equilíbrio em que as receitas superam as despesas. 

Durante essa jornada, muitos desafios aparecem, por isso, é preciso ficar atento às formas de remunerar os sócios e não prejudicar a saúde financeira do negócio.

Basicamente, a remuneração pode se dar de duas formas: pró-labore ou distribuição de lucros. Mas se a minha startup não dá lucro, como eu faço? (leia até o final).

Pró-labore

O pró-labore é a remuneração dos sócios e administradores que efetivamente trabalham na startup. No mundo ideal, o valor do pró-labore deveria ser igual ao salário de um profissional de mercado, mas sabemos que isso não costuma ser feito, por conta das despesas administrativas que afetam o caixa do negócio, incluindo INSS e imposto de renda.

A prática mais comum que nos deparamos no dia a dia, é o pagamento de apenas um salário mínimo para cada um dos sócios, a título de pró labore. Embora seja compreensível essa prática em uma startup em fase inicial, é bom ficar alerta ao possível risco de fraude fiscal.

Distribuição de lucros

A distribuição de lucros, também conhecida popularmente como dividendos, somente ocorre quando – como o nome sugere – existem lucros a serem divididos entre os sócios. 

Neste caso, a regra geral fala que a distribuição será na proporção das quotas sociais de cada sócio. Contudo, já falamos aqui, sobre a possibilidade de distribuição desproporcional de lucros. Se você ainda não viu, vale a pena conferir!

Mas se a minha startup não dá lucro, como eu faço?

Quando a startup não dá lucro e os sócios precisam de uma remuneração para sobreviver, o que costumamos ver é o lançamento destes valores na contabilidade como empréstimo ao sócio, o que acaba representando uma dívida em que o sócio é devedor e a sociedade é a credora. 

Essa dívida deve ser bem pensada pelos sócios para que não resulte em um prejuízo ao desenvolvimento sustentável do negócio e acabe por afastar potenciais investidores.

Caso o sócio não pague essa dívida, uma alternativa é estabelecer em contrato a diluição de sua participação societária proporcionalmente ao valor que for retirado do caixa. Mas para que isso ocorra de maneira adequada, é recomendável o auxílio de um profissional especializado.

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