Valuation de startups em fase inicial (Early Stage)

Um dos temas centrais quando falamos de startups se refere ao valor de mercado dessa empresa, o que comumente tratamos, simplesmente, como valuation.

Ao contrário do que muitos podem imaginar, o valuation de uma startup não é um critério atribuído tão somente para momentos de aporte de investimentos. É comum também que o valor de mercado seja utilizado para determinar quanto certo sócio receberá em um contrato de vesting ou até mesmo em caso de saídas da sociedade. 

Nesse sentido, se já é difícil mensurar com clareza os critérios adotados por fundos de investimento para aportar recursos milionários em startups, em um estágio de maturidade mais elevado, o que dizer de startups em fase inicial (early stage)?

Estabelecer um valuation que faça sentido, quando estamos diante de apenas uma ideia ou um projeto com pouca ou nenhuma receita, em um mercado ainda sem muitos concorrentes, torna ainda mais difícil o cálculo, elevando o risco de fracasso no investimento.

Para entendermos um pouco o raciocínio por trás disso tudo, duas premissas podem ser consideradas chave: o potencial de geração de fluxo de caixa da empresa em curto, médio e longo prazo; e indicadores de desempenho (LTV, Churn, CAC, etc.)

Embora as projeções baseadas nessas duas premissas ainda estejam de certa forma relacionadas a critérios subjetivos, a construção em paralelo de cláusulas contratuais que mitiguem pontos sensíveis, visando manter uma simetria e equilíbrio de interesses entre os envolvidos no negócio, é um caminho recomendado.

Esses arranjos contratuais servem tanto “da porta pra dentro” (relações entre sócios), como também “da porta pra fora” (relação dos sócios com investidores).

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