A jornada de Investimentos das Startups

Não há mais dúvidas sobre a importância de investimento (funding) para Startups – empresas com potencial inovador, usualmente de base tecnológica, que operam em mercados de altíssimo risco, mas com potencial (esperado) de crescimento exponencial.

São pouquíssimos exemplos de Startups que escalaram absurdamente seus negócios, alcançando o tão sonhado crescimento exponencial, apenas com capital próprio (bootstrapping). 

Na verdade, na jornada empreendedora, existe um modelo pré-definido de estágios de maturidade de negócio e rodadas de investimento crescentes, com teses definidas, para que a empresa trace a rota do seed money (capital semente) ao IPO (abertura do capital em Bolsa). 

Grande parte das empresas de destaque na mídia ou de impacto em nossas vidas cresceu impulsionada por investimentos de capital de risco, incluindo os mega decacórnios – Airbnb, SpaceX, Stripe e, inclusive, o brasileiro Nubank. 

Decacórnio (Decacorn) é a designação dada a startups que valem 10 bilhões de dólares, ou mais. O termo, obviamente, é derivado do unicórnio (unicorn), como são chamadas as empresas avaliadas em um bilhão de dólares antes da abertura de capital na bolsa de valores (fonte: Portal Draft). 

Acontece que o valor dessas empresas passa a ser fator importante para as fases de desenvolvimento e captação de recursos em rodadas de investimento. 

Nessa linha, inclusive, tem sido a crítica mais recente aos unicórnios, os quais queimam muito dinheiro para crescer e ganhar mercado, mas não necessariamente para dar lucro. Essas empresas, embora tenham valuations altíssimos, não teriam se provado viáveis financeiramente, servindo o valor de mercado, apenas, para aquecer as várias rodadas de investimentos, com entrada e saída de fundos que somente buscam “exists” de sucesso com muito retorno para o capital investido. A crítica, então, é a de que esse ciclo não seria tão virtuoso ao mercado, mas apenas para os fundos e investidores. 

No entanto, a jornada das empresas de sucesso, em todos os ecossistemas, tem sido mais ou menos padrão, e é a seguinte – dividida pelo que entregam ao empreendedor, tipo de contrato e a fase da operação: 

1- FFF – family, friends and fools – amigos, familiares e tolos – só dinheiro – sem contrato (ou só Memorando de Fundadores) ou entram no contrato social – ideação

2- Anjos, Smart Money, Seed e Equity Crowdfunding – dinheiro e expertise – contrato de mútuo conversível – tração

3- Séries A, B, C, D e até E – muito dinheiro, expertise, cadeira em conselho – contrato de mútuo conversível, conversão em S.A. e entrada no captable – growth

4- Private Equity e M&A – aquisição estratégica 

5- IPO – abertura de capital na bolsa, pulverização das participações – estabilidade no crescimento e consolidação no mercado 

O gráfico abaixo, muito conhecido e chamado de Ciclo de Financiamento das Startups, traz um paralelo interessante com a curva de receitas, evolução da operação e jornada, rounds e agentes, de investimentos.

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