Na corrida por ser “O SuperApp Brasileiro”, quem ganha é o Ecossistema e as Startups

Desde o início de 2020, os grandes marketplaces brasileiros, MaganizeLuiza, MercadoLivre, B2W (americanas.com e Submarino) e ViaVarejo (Casas Bahia, PontoFrio e Extra), estão numa corrida insana em busca de oportunidades de negócio para encorpar suas operações. O foco da disputa é se tornar “O SuperApp Brasileiro”, conquistando o almejado espaço de one stop shop dos brasileiros. 

A busca pelo SuperApp tem inspiração na China!

Inspiradas pelo modelo Chinês de SuperApp’s – aplicativos em que se concentram redes sociais, e-commerces, produtos diversos e serviços, incluindo os financeiros, tudo em uma plataforma (como o Wechat e o Alibaba Group) – as gigantes do e-commerce brasileiro travam uma batalha ferrenha para se estruturar e conquistar o posto de primeira opção dos brasileiros. 

O problema é que elas sabem que, por suas próprias forças, não chegarão lá.

O que essas empresas têm feito, então, para se tornar “Super”?

Embaladas pela aceleração da transformação digital, em geral, e um boom no comércio eletrônico causado pela crise do Covid-19, essas empresas estão super capitalizadas e iniciaram, portanto, uma corrida por startups no mercado, que pudessem encorpar suas operações e acelerar seu crescimento. 

Foram, desde janeiro de 2020, mais de 30 Startups adquiridas pelos grupos acima citados, em uma corrida maluca por soluções de e-commerce, mas também em outras diversas vertentes menos óbvias.

E nessa disputa, quem está na frente?

A Magalu lidera a corrida com 16 aquisições de Startups, incluindo empresas não diretamente relacionadas ao e-commerce, nem a sua cadeia logística. Aqui estamos falando, por exemplo, de empresas de conteúdo, como CanalTech e a última aquisição divulgada, a Jovem Nerd, plataforma multimídia voltada ao público geek. 

Além desses negócios menos óbvios, vimos aquisições de e-commerces menores ou de nicho, além de soluções para melhorar a experiência dos consumidores, logística e, claro, soluções de pagamento e banking. Por vezes, analisando-se as aquisições, chega-se a um quebra-cabeça difícil de se montar. 

A corrida faz bem para o ecossistema…

O lado maravilhoso é que esse monte de aquisições gera um movimento muito saudável no ecossistema, com saídas importantes dos fundadores e profissionais de destaque, que voltam a empreender e a investir em novos negócios. 

Essa batalha das gigantes do e-commerce é mais uma demonstração de que o Corporate Venture Capital, investimento de risco por grandes empresas, nunca esteve tão aquecido. 

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