Mercado Pet no Brasil e o crescimento das Pet Tech

Neste ano em que todos os mercados e indústrias, ou grande parte deles, passam por um dos períodos mais desafiadores de suas histórias, um mercado em específico desponta e, além de não encolher, vai apresentar crescimento: o mercado Pet. 

Os números do mercado, além de animadores, mostram uma crescente constante e um “protagonismo” do mercado brasileiro, o qual, em 2020, assumiu a segunda posição no mundo, com quase 7%, apenas atrás dos EUA.

Para ser ter uma idéia da grandiosidade dos números, pesquisas apontam um faturamento de R$ 40 bilhões para 2020, frente R$ 36 bilhões no ano de 2019.  

Além disso, pesquisas, estudos e matérias especializadas afirmam haver no Brasil mais pets (aqui estamos falando majoritariamente de cães e gatos, mas há também coelhos, hamsters, passarinhos, peixes, dentre outros animais de estimação) do que crianças de 0 a 7 anos. 

E, obviamente, como em quase todos os mercados, vemos um aumento proporcional de empresas de tecnologia com soluções para o mercado Pet. 

Se Cobasi e Petz, dois dos maiores players do Brasil, não são exatamente o que se tem convencionado de chamar Pet Tech, embora contenham bastante tecnologia em suas operações – como sistemas de ecommerce bem desenvolvido, além de programas de fidelidade e parcerias com gigantes da tecnologia como Rappi -, empresas como Petlove e Pet Tech (que controversamente adotou o nome dado ao setor mundialmente) são nascidas digitalmente e estão dando o que falar. 

A Petlove, por exemplo, é a maior petshop online do país e a PetTech um software de gestão de planos de saúde animal para clínicas. 

Outro exemplo do aquecimento do setor foi a abertura de capital na bolsa de valores B3 da Petz, que movimentou R$ 3 bilhões e teve quase 40 mil pessoas físicas investindo. 

Além disso, a queridinha dos acessórios de cachorros ZeeDog recebeu aporte de R$ 100 milhões recentemente, e afirma que o capital vai ser usado para expandir sua linha de produtos e atuação no país. 

Vemos, portanto, que estamos falando de um mercado grande e com muito potencial para um universo de produtos e serviços desde plataformas de ecommerce, intermediação entre pequenas petshops de bairro, veterinários e clientes, a produtos de saúde animal que não agridem o meio ambiente, além de comidas, sim comidas, naturais e veganas, por exemplo, e os já conhecidos acessórios e gadgets tech.

Esse é o cenário ideal para Startups: existe mercado ávido por produtos e soluções e muito dinheiro disponível. É, também, a hora das Pet Techs.

1 comentário em “Mercado Pet no Brasil e o crescimento das Pet Tech”

  1. Um mercado que lida com uma grande emoção, com um membro da família! Vejo muito espaço para a digitalização desse setor! Parabéns Slap por jogar luz nesse segmento!

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