O Tripé da Inovação

Nos dias de hoje, em que a Inovação é um lema, seja em que mercado, ambiente ou nação for, existe uma busca por se criar ambientes em que ela floresça, nos quais seja possível conectar pessoas para que projetos saiam da cabeça de empreendedores e virem negócios. 

Como diz o professor @silvio_meira, “inovação é a criatividade emitindo notas fiscais” e para que essa criatividade chegue no momento de emitir suas cobranças, é necessário um conjunto de fatores: Capital, Conhecimento e Empreendedorismo.

Esse é o conhecido Tripé da Inovação que é almejado por todo mundo que pretende empreender e inovar, mas também para aqueles que pretendem criar ecossistemas de inovação.

Ninguém duvida que podem surgir empresas de muito sucesso em locais onde nenhum dos fatores citados existem. Não há investimento, nem pessoas capacitadas e, muito menos, há incentivo ao empreendedorismo. Estas empresas são a exceção que confirma a regra. São como plantas que florescem em ambientes hostis e inférteis.

A fórmula de sucesso observada em países e mercados maduros, no que diz respeito ao desenvolvimento econômico e à inovação, contempla o tripé referido. Por isso da importância da criação de ecossistemas de inovação capazes de fomentar e impulsionar os projetos, conectando as peças-chave do tripé.

Por capital, pensamos logo em investimento direto. Mas estamos falando aqui de investimento em todas as fases das empresas, desde o investimento anjo, crowdfunding e fundos de venture capital, até programas de inovação e incentivos Estatais, além da conexão direta com empresas consolidadas em busca de soluções inovadoras para seus negócios. 

Por conhecimento, embora pareça óbvio, estamos falando da ponte necessária com as instituições de ensino, de todos os níveis, mas especialmente de formação técnica e acadêmica de graduação e pesquisa. Quando se olha para as grandes inovações do mundo e seus agentes por trás, os acadêmicos e as universidades nunca estão muito longe. 

Por fim, incentivo ao empreendedorismo. Sem uma cultura que valorize os projetos inovadores e os empreendedores, e que permita que se assumam riscos em busca de algo maior, não se cria um ambiente próspero. 

Para que o tripé se sustente, é preciso a crença de que inovar e empreender é o melhor caminho, que as recompensas são maravilhosas e que a jornada, embora dura, é cheia de satisfação. Além de educar as pessoas para empreender, os ecossistemas de inovação arrastam pelo exemplo, porque neles os empreendedores de ontem e hoje estão lá para devolver muito do que aprenderam, compartilhando experiências, conhecimento e capital, mas, além de tudo, servindo de exemplo a ser seguido.

Esse ciclo virtuoso criado nos ecossistemas de inovação são a catapulta que falta para que nosso país, estados e cidades viabilizem um ambiente adequado para nosso desenvolvimento econômico e, até, social. 

Por isso, celebramos muito quando iniciativas como estamos vendo espalhadas pelo Brasil surgem. Apoiamos e torcemos para cada uma delas. 

Em um próximo post, vamos falar sobre os ecossistemas de inovação do Brasil. 

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